1 de out. de 2012

Lendas Mitologicas

Agamenon
Na Ilíada, de Homero, um soldado valoroso, digno e austero. Filho de Atreu e Aérope, foi rei de Micenas ou Argos. Ele e seu irmão Menelau esposaram as filhas do rei de Esparta, Clitemnestra e Helena. Quando Páris, filho do rei de Tróia, raptou Helena, Agamenon recorreu aos príncipes da Grécia para formar uma expedição de vingança contra os troianos, o tema da Ilíada. Frota de mais de mil navios, no momento de partir, porém, foram impedidos por uma calmaria. Isso se devia à interferência de Ártemis, enfurecida por Agamenon ter abatido um cervo em um de seus bosques sagrados. A deusa só se aplacaria com o sacrifício de Ifigênia, uma das filhas do violador. Durante o rito, Ártemis aplacou-se e substituiu-a por uma corça, mas levou Ifigênia consigo. A frota partiu e durante nove anos os gregos sitiaram Tróia. No décimo ano, Agamenon despertou a cólera de Aquiles, ao tomar-lhe Briseida. Aquiles retirou-se com seus soldados e, só quando os troianos mataram seu amigo Pátroclo, consentiu em voltar à luta, o que resultou na queda de Tróia. Cassandra, irmã de Páris que coube a Agamenon como presa de guerra, em vão alertou-o para não retornar à Grécia. Em sua ausência, Clitemnestra, inconformada com a perda da filha, tramara sua morte com o amante Egisto. Quando o marido saía do banho, atirou-lhe um manto sobre a cabeça e Egisto assassinou-o. Ambos mataram também seus companheiros e Cassandra. Orestes, filho mais velho de Agamenon, com a ajuda da irmã, Electra, vingou o crime, matando a mãe e Egisto. As desventuras de Ariadne ou Ariadna, filha de Pasífae e de Minos, rei de Creta, começaram quando ela deu a Teseu, seu amado, o fio que lhe permitiria sair do labirinto onde vivia o Minotauro. Depois de deixar Creta junto com Teseu, este, talvez obedecendo a ordens de Atena, abandonou-a à própria sorte na ilha de Naxos.

Medéia
Ajudou Jasão, líder dos argonautas, a obter o velocino de ouro. Filha de Eetes, rei da Cólquida. Eetes possuía o velocino de ouro, que Jasão e os argonautas buscavam, e o mantinha guardado por um dragão. A maga Medéia apaixonou-se por Jasão e, depois de ajudá-lo a realizar sua missão, seguiu com o grupo para a pátria de Jasão, Jolcos, na Tessália. Mais tarde, Jasão apaixonou-se por Glauce e abandonou Medéia. Inconformada, ela estrangulou os filhos que tivera com Jasão e presenteou a rival com um manto mágico que se incendiou ao ser vestido, matando-a. Medéia casou-se, depois, com o rei Egeu, de quem teve um filho, Medos. Por ter, porém, conspirado contra a vida de Teseu, filho de Egeu, foi obrigada a refugiar-se em Atenas. Medéia foi honrada como deusa em Corinto e sobretudo na Tessália. 

Musas
De seu nome deriva o termo museu, lugar inicialmente destinado ao estudo das ciências, letras e artes.
Eram deusas irmãs veneradas desde tempos remotos no monte Hélicon, da Beócia, onde eram festejadas a cada quatro anos, e na Piéria, Trácia. Inicialmente, eram as inspiradoras dos poetas. Mais tarde sua influência se estendeu a todas as artes e ciências. Na Odisséia Homero menciona nove musas, que constituíam um grupo indiferenciado de divindades. A diferenciação teve início com Hesíodo, que chamou-as Clio, Euterpe, Talia, Melpômene, Terpsícore, Érato, Polímnia, Urânia, e Calíope (ou Caliopéia), esta a líder das musas. Eram filhas de Mnemósine (Memória). Na relação de Hesíodo - que embora seja a mais conhecida, não é a única - os nomes são significativos. Érato, por exemplo, significa "adorável" e Calíope, "a de bela voz". Em geral as musas eram tidas como virgens, ou pelo menos não eram casadas, o que não impede que lhes seja atribuída a maternidade de Orfeu, Reso, Eumolpo e outros personagens, de alguma forma ligados à poesia e à música, ou relacionados à Trácia. De maneira geral: Clio se liga à história; Euterpe, à música; Talia, à comédia; Melpômene, à tragédia; Terpsícore, à dança; Urânia, à astronomia; Érato, à poesia lírica; Polímnia, à retórica; e Calíope, à poesia épica. Mais regional, como o das musas Méleta, da meditação; Mnema, da memória; e Aede, protetora do canto e da música.

Narciso
era um jovem de singular beleza, filho do deus-rio Cefiso e da ninfa Liríope. No dia de seu nascimento, o adivinho Tirésias vaticinou que Narciso teria vida longa desde que jamais contemplasse a própria figura. Indiferente aos sentimentos alheios, Narciso desprezou o amor da ninfa Eco - segundo outras fontes, do jovem Amantis - e seu egoísmo provocou o castigo dos deuses. Ao observar o reflexo de seu rosto nas águas de uma fonte, apaixonou-se pela própria imagem e ficou a contemplá-la até consumir-se. A flor conhecida pelo nome de Narciso nasceu, então, no lugar onde morrera. Na psicanálise, o termo narcisismo designa a condição mórbida do indivíduo que tem interesse exagerado pelo próprio corpo. U usava o cabelo comprido ou curto conforme a ocasião, vestia com gosto e maquilhava-se só com produtos naturais. Narciso enamorou-se perdidamente por si mesmo. E quis alcançar a sua imagem atirando-se ao tanque, onde morreu infeliz por não se poder possuir. 

Sísifo
Sua audácia, motivou o castigo de Zeus, que o condenou a empurrar eternamente, ladeira acima, uma pedra que rolava de novo ao atingir o topo de uma colina, conforme se narra na Odisséia. Filho de Éolo (iniciador da estirpe dos eólios). Rei de Éfira, mais tarde Corinto. A lenda mais conhecida sobre Sísifo conta que aprisionou Tânato, a morte, quando esta veio buscá-lo, e assim impediu por algum tempo que os homens morressem. Quando Tânato foi libertada, por interferência de Ares, Sísifo foi condenado a descer aos infernos, mas ordenou à esposa, Mérope, que não enterrasse seu corpo nem realizasse os sacrifícios rituais. Passado algum tempo, pediu permissão a Hades para regressar à Terra e castigar a mulher pela omissão e não voltou ao além-túmulo senão muito velho. Sua punição final reafirma uma provável concepção grega do inferno como lugar onde se realizam trabalhos infrutíferos.

Hérois Gregos

Aquiles
"os eleitos dos deuses morrem jovens", já que o herói preferiu uma vida gloriosa e breve. Filho de Tétis e Peleu. Ao nascer, a mãe o mergulhou no Estige (rio infernal) para torná-lo invulnerável. Mas a água não lhe chegou ao calcanhar, e assim se tornou seu ponto fraco (calcanhar de Aquiles). Tétis fez Aquiles ser criado como menina para mantê-lo a salvo de uma profecia que o condenava a morrer jovem no campo de batalha. Ulisses sabia que só venceria a guerra de Tróia com ajuda de Aquiles. No décimo ano de luta, Aquiles capturou Briseida, que lhe foi tomada por Agamenon, ofendido, Aquiles retirou-se da guerra. Mas persuadiram-no a ceder a seu amigo Pátroclo a armadura que usava. Pátroclo foi morto por Heitor, filho do rei de Tróia. Aquiles de armadura nova, retornou à luta, matou Heitor e arrastou seu cadáver em torno da sepultura de Pátroclo. Páris, irmão de Heitor, lançou contra Aquiles uma flecha envenenada; dirigida por Apolo, atingiu-lhe o calcanhar e matou-o. As proezas de Aquiles foram relatadas na Ilíada, de Homero. O cadáver de Aquiles, foi enterrado no Helesponto junto ao de Pátroclo.

Hércules
Filho de Zeus e de Alcmena. Hércules foi concebido para tornar-se herói. Hera, esposa de Zeus, enciumada com o nascimento de Hércules, enviou duas serpentes para matá-lo no berço, mas o herói, com sua força prodigiosa, destruiu-as. Casado com Mégara, uma das princesas reais, Hércules matou-a, e aos três filhos, num acesso de fúria provocado por Hera. Para expiar o crime, ofereceu seus serviços a Euristeu, que o incumbiu das tarefas arriscadas conhecidas como Os 12 Trabalhos de Hércules:
(1) estrangulou um leão, de pele invulnerável, que aterrorizava o vale de Neméia;
(2) matou a hidra, monstro de muitas cabeças;
(3) capturou viva a corça de Cerinéia, de chifres de ouro e pés de bronze;
(4) capturou vivo o javali de Erimanto;
(5) limpou os estábulos de três mil bois do rei Augias, da Élida, não cuidados durante trinta anos;
(6) matou com flechas envenenadas as aves antropófagas dos pântanos da Estinfália;
(7) capturou vivo o touro de Creta, que lançava chamas pelas narinas;
(8) capturou as éguas antropófagas de Diomedes;
(9) levou para Edmeta, filha de Euristeu, o cinturão de Hipólita, rainha das guerreiras amazonas;
(10) levou para o rei de Micenas o imenso rebanho de bois vermelhos de Gerião;
(11) recuperou as três maçãs de ouro do jardim das Hespérides, por intermédio de Atlas, que sustentava o céu sobre os ombros e executou por ele esse trabalho, enquanto Hércules o substituía;
(12) apoderou-se do cão Cérbero, guardião das portas do inferno, de três cabeças, cauda de dragão e pescoço de serpente.
No fim, casou-se com Dejanira, que involuntariamente lhe causou a morte, ao oferecer-lhe um manto impregnado de sangue mortal, que ela acreditava ser o filtro do amor. O corpo de Hércules foi transportado ao Olimpo, onde se reconciliou com Hera e casou-se com Hebe, deusa da juventude.

Jasão
Filho de Esão. Pélias, irmão de Esão, privou o rei de seu trono e Jasão, ainda menino, foi educado longe da corte pelo Centauro Quíron. Aos vinte anos, Jasão retornou para clamar o trono. Pélias prometeu concedê-lo, com uma condição: que trouxesse o mítico tosão (lã) de ouro guardado por Eetes, rei da Cólquida, e protegido por um dragão. Embora a missão fosse considerada impossível, Jasão aceitou-a. Construiu então um navio, o Argos. E embarcou com um grupo de heróis, os "argonautas". Entre eles encontravam-se Hércules, Cástor e Pólux, Orfeu e muitos outros. Jasão chegou à Cólquida e, com a ajuda da maga Medéia, filha do rei, conseguiu apoderar-se do tosão. Jasão casou-se com Medéia e, depois de uma longa viagem, ambos aportaram em Iolco. Medéia conseguiu com suas artes a morte de Pélias e fugiu com o marido para Corinto. A história termina tragicamente: Jasão abandona a esposa por Creusa, filha do rei de Corinto, e Medéia vinga-se matando a noiva. Em seu furor mata também seus dois filhos com Jasão. Segundo algumas versões, enlouquecido de dor, suicidou-se; segundo outras, morreu por castigo divino, por ter quebrado o juramento de fidelidade a Medéia.

Perseu
Filho de Zeus com a mortal Dânae. Logo após seu nascimento, o avô abandonou-o ao mar numa arca, em companhia da mãe, para que morressem. A correnteza, arrastou a arca até a ilha de Sérifo, reino de Polidectes, que se apaixonou por Dânae. Mais tarde, com o intuito de afastar Perseu da mãe, Polidectes encarregou Perseu de trazer a cabeça da Medusa. Com a ajuda de Atena, Hades e Hermes, que lhe emprestaram as armas e a armadura, Perseu venceu as Górgonas e, para evitar a visão da Medusa, que petrificava quem a fitasse, decapitou-a enquanto dormia, guiando-se por sua imagem refletida no escudo de Atena. Passou então a carregar sua cabeça como um troféu, com que petrificava inimigos. Na Etiópia, Cassiopéia, esposa do rei Cefeu e mãe de Andrômeda, proclamara-se mais bela que as próprias ninfas. Posêidon, furioso, castigou-os com uma inundação e com a presença de um monstro marinho. Um oráculo informou a Cefeu que a única maneira de salvar o reino seria expor Andrômeda ao monstro, o que foi feito. Perseu, em sua viagem de volta a casa, viu a bela princesa e apaixonou-se por ela. Com a cabeça da Medusa, petrificou o monstro e libertou a jovem, com quem se casou. De volta à Grécia com a esposa, após resgatar sua mãe do castelo de Polidectes, Perseu restabeleceu o avô Acrísio no trono de Argos mas, como predissera o oráculo, terminou por matá-lo, embora acidentalmente. Ao sair de Argos, fundou Micenas.

Teseu
derrotou o Minotauro, monstro que habitava o célebre labirinto mantido pelo rei Minos, na ilha de Creta. Filho de Egeu e Etra. Egeu, antes de retornar a seu reino, escondera sua espada sob uma pesada rocha e recomendara a Teseu que só a procurasse quando fosse bastante forte para levantá-la. Com 16 anos, Teseu pôde realizar a façanha e foi ao encontro do pai. Decidido a livrar Atenas do pesado tributo devido a Creta, de sete moças e sete rapazes que eram devorados pelo Minotauro todos os anos, o herói seguiu para essa cidade como se fosse um dos jovens sacrificados. Antes de penetrar no labirinto do Minotauro, recebeu de Ariadne, filha de Minos, rei de Creta, um novelo de lã para marcar o caminho de volta. Assim, conseguiu matar o monstro e se salvar com os companheiros. Por descuido, o barco de Teseu retornou a Atenas com as velas pretas que indicavam luto. Desesperado, Egeu se jogou no mar. O herói assumiu então o governo: uniu os povos da Ática, com capital em Atenas, adotou o uso da moeda, criou o Senado, promulgou leis e instaurou a base da democracia. Cumpridas essas tarefas, Teseu retomou à vida de aventuras. Depois de lutar contra as amazonas, uniu-se à rainha delas, Antíope. Por motivos políticos, casou-se com Fedra, que depois apaixonou-se por Hipólito, filho de Teseu com Antíope. Ao lado do amigo Pirítoo, raptou Helena de Esparta, mais tarde resgatada por seus irmãos Castor e Pólux, e desceu aos infernos para tentar raptar também Perséfone, esposa de Plutão, mas este os manteve presos em suas cadeiras durante um banquete. Anos depois, Teseu foi salvo por Hércules. Ao voltar a Atenas, Teseu encontrou-a dilacerada por lutas internas, pois os cidadãos o julgavam morto. Triste, desistiu do poder, mandou os filhos para a Eubéia e, amaldiçoando a cidade, exilou-se na ilha de Ciros, onde foi morto por seu primo Licomedes.

Ulisses
Capacidade do homem para superar as adversidades. Segundo a versão tradicional, Ulisses (Odisseu) nasceu na ilha de Ítaca, filho do rei Laerte e Anticléia. O jovem foi educado, como outros nobres, pelo Centauro Quirão e passou pelas provas iniciáticas para tornar-se rei. Depois de pretender sem sucesso a mão de Helena, cujo posterior rapto pelo tebano Páris desencadeou a guerra de Tróia, Ulisses casou-se com Penélope. A princípio resistiu a participar da expedição dos aqueus contra Tróia, mas acabou por empreender a viagem e se distinguiu no desenrolar da contenda pela valentia e prudência. A ele deveu-se, o ardil do cavalo de madeira que permitiu aos gregos penetrar em Tróia e obter a vitória. Terminado o conflito, Ulisses iniciou o regresso a Ítaca, mas um temporal afastou-o com suas naves da frota. Começaram assim os vinte anos de aventuras pelo Mediterrâneo que constitui o argumento da Odisséia. Durante esse tempo, protegido por Atena e perseguido por Posêidon, cujo filho, o Ciclope Polifemo, o herói havia cegado, conheceu incontáveis lugares e personagens: a terra dos lotófagos, na África setentrional, e a dos lestrigões, no sul da Itália; as ilhas de Éolo; a feiticeira Circe; e o próprio Hades ou reino dos mortos. Ulisses perdeu todos os companheiros e sobreviveu graças a sua sagacidade. Retido vários anos pela ninfa Calipso, o herói pôde enfim retornar a Ítaca disfarçado de mendigo. Revelou sua identidade ao filho Telêmaco e, depois de matar os pretendentes à mão de Penélope, recuperou o reino, momento em que conclui a Odisséia. Narrações posteriores fazem de Ulisses fundador de diversas cidades e relatam notícias contraditórias acerca de sua morte.

Mitologia Grega

Deuses primordiais
Ananque · Caos · Chronos · Érebo · Eros · Éter · Euríbia · Eurínome · Fanes · Gaia · Hemera · Nesoi · Nix · Ofíon · Óreas · Physis · Ponto · Tálassa · Tártaro · Urano

Titãs
Cronos · Céos · Hipérion · Iápeto · Crio · Oceano · Reia · Febe · Teia · Tétis · Mnemosine · Têmis

Segunda geração de Titãs
Atlas · Epimeteu · Menoécio · Prometeu · Astreu · Palas · Perses

Deuses olímpicos
Afrodite · Apolo · Ares · Ártemis · Atena · Deméter · Dioniso · Hades · Hefesto · Hera · Hermes · Héstia · Posídon · Zeus

Outros deuses
Adônis · Alburno · Alfeu · Asclépio · Astéria · Astreia · Bia · Circe · Cratos · Deimos · Despina · Diké · Dione · Ênio · Éolo · Eos · Eósforos · Éris · Fobos · Harmonia · Harpócrates · Hebe · Hécate · Hélio · Héspero · Hipnos · Ilítia · Íris · Leto · Macária · Maia · Métis · Mitra · Momo · Morfeu · Moros · Nêmesis · Nereu · Nice · Nomos · Orfeu · Pã · Péon · Perséfone · Perses · Proteu · Pluto · Psiquê · Quíron · Selene · Tânato · Tique · Zelo

Semideuses
Ájax · Aquiles · Argonautas · Belerofonte · Édipo · Eneias · Heitor · Héracles · Jasão · Menelau · Odisseu · Orestes · Páris · Perseu · Teseu

Raças
Centauros · Ciclopes · Ctónicos · Dragões · Erínias · Gigantes · Górgonas · Graças · Harpia · Hecatônquiros · Helíades · Horas · Lâmias · Ménades · Moiras · Musas · Ninfas · Nereidas · Oceânides · Plêiades · Sátiros · Semideuses · Ventos

Lugares
Alfeu · Cócito · Delfos · Delos · Dídima · Dodona · Elêusis · Rio Estige · Flegetonte · Hades · Hiperbórea · Jardim das Hespérides · Lemnos · Lete · Monte Parnaso · Olímpia · Olimpo · Temiscira · Troia · Monte Ótris

Pitonisas e Sibilas
Herófila · Peleiades · Pítia · Sibila de Cumas

Pessoas
Équemo · Esopo · Íxion · Leda · Minos · Níobe · Penélope · Sísifo · Tântalo · Creúsa

Heróis
Agamemnon • Ajax • Aquiles • Astíanax • Belerofonte • Heitor • Héracles • Hércules • Jasão • Menelau • Neoptólemo • Odisseu • Orion • Pátroclo • Páris • Perseu • Príamo • Teseu

Musas
Calíope · Clio · Erato · Euterpe · Melpômene · Polímnia · Tália · Terpsícore · Urânia

Amazonas
Aela · Alcíbia · Amazonomaquia · Antíopa · Astéria · Celaeno · Guerra Ática · Hipólita · Lampedo · Marpesia · Menalipe · Molpadia · Otrera · Pantariste · Pentesileia

Episódios
Centauromaquia tessaliana · Doze trabalhos de Hércules · Gigantomaquia · Guerra de Troia · Odisseia · Titanomaquia

Seres Mitologicos

Centauros
Metade homem e metade cavalo, habitavam as planícies da Arcádia e Tessália. Segundo a lenda, era filho de Ixíon (rei dos lápitas) e Nefele (deusa das nuvens), ou de Apolo e Hebe. Também teriam lutado contra Hércules. Quirão, um centauro, foi instrutor de Aquiles, Heráclito, Jasão e Esculápio.

Ciclopes
Gigantes monstruosos, de força descomunal, que possuíam apenas um olho no meio da testa. Para Hesíodo os ciclopes eram três, Brontes, Estéropes e Arges. Filhos de Urano (céu) e de Gaia (terra). Forjaram os raios para Zeus e o ajudaram a derrotar seu pai, Cronos. Homero os descreveu na Odisséia como filhos de Posêidon (deus das águas). Ulisses cegou seu chefe, Polifemo, para escapar da fúria dos monstros. Trabalhavam como ferreiros para Hefesto. Habitavam o monte Etna e as profundezas vulcânicas e realizaram trabalhos para os deuses, como o capacete de Hades e o tridente de Posêidon. Também se atribuía a eles o controle dos fenômenos atmosféricos, a erupção dos vulcões e a edificação de construções gigantescas irrealizáveis por homens comuns. Foram mortos por Apolo.

Harpias
Representadas ora como mulheres sedutoras, ora como horríveis monstros. Traduzem as paixões obsessivas bem como o remorso que se segue a sua satisfação. Filhas de Taumas e Electra e, portanto, anteriores aos olímpicos. Procuravam raptar o corpo dos mortos, para usufruir de seu amor. Por isso, aparecem representadas nos túmulos. A princípio duas Aelo (a borrasca) e Ocípite (a rápida no vôo), passaram depois a três com Celeno (a obscura). Perseguidas pelos argonautas, a pedido de Fineu, obtiveram em troca da vida a promessa de não mais atormentá-lo, foram para caverna da ilha de Creta.

Medusa
Uma das três górgonas, é a única que é mortal. Três irmãs monstruosas que possuíam cabeça com cabelos em forma de serpentes venenosas, presas de javali, mãos de bronze e asas de ouro. Símbolo da mulher rejeitada, incapaz de amar e ser amada. Odeia os homens que a viola e abandona e as mulheres, pelo fato de ter deixado de ser bela, por culpa de um homem e de uma deusa. Como Midas que transformava tudo em ouro com apenas um toque, ela não pode sequer olhar, pois tudo o que olha vira pedra, também não pode ser vista de frente, não se pode ter idéia de como ela é sem ficar paralisado, morrer. Diz que fora uma bela donzela, orgulhosa de sua beleza, principalmente dos seus cabelos, que resolveu disputar o amor de Zeus com Minerva, esta enraivecida transformou-a em monstro, com cabelos de serpente. Medusa é morta por Perseu. Usando sandálias aladas pode pairar sobre as górgonas que dormiam e um escudo mágico de metal, refletiu a imagem de Medusa e decapitou-a com a espada de Hermes. Do pescoço ensangüentado de Medusa saíram dois seres que foram gerados do conúbio com Poseidon. O gigante Crisaor e o cavalo Pégaso. O sangue que escorreu de Medusa foi recolhido por Perseu. Da veia esquerda saia um veneno, da veia direita um remédio capaz de ressuscitar os mortos.

Minotauro
Corpo de humano numa cabeça de touro. Vivia na Grécia, na ilha de Creta. Filho de Pasífae (a mulher do rei Minos) e de um touro (Zeus disfarçado). O rei Minos aterrorizado com o aspecto do filho, ordenou Dédalo que construísse um labirinto impenetrável, para colocar o monstro. Depois Minos ordenou que de três em três anos se dessem sete homens e sete mulheres para ele devorar. Teseu, um cidadão de Atenas, quis parar com esta chacina, e numa dessas levas, disfarçou-se de uma delas. Partiu para a ilha de Creta, entrou no labirinto e matou o Minotauro impedindo assim mais mortes. Antes de entrar no labirinto Teseu tinha desenrolado um novelo que Ariadne lhe dera, podendo assim voltar.

Pegaso
Cavalo alado, representado no céu por uma constelação, proxima a constelação de Andrómeda. Filho de Medusa e Poseídon. Atena domesticou o cavalo alado e ofereceu-o a Belerofonte, para que combatesse a Quimera. Com ele, Belerofonte tentou aproximar-se do Olimpo, mas Zeus fez com que Pégaso provocasse a queda do cavaleiro, que morreu. Com um de seus coices, fez nascer a fonte de Hipocrene, que se acreditava ser a fonte de inspiração dos poetas.

Quimera
Monstro produto da união entre Equidna (metade mulher, metade serpente) e o gigantesco Tífon. Outras lendas a fazem filha da hidra de Lerna e do leão de Neméia, que foram mortos por Hércules. Descrita com cabeça de leão, torso de cabra e parte posterior de dragão ou serpente. Criada pelo rei de Cária, mais tarde assolaria o reino, até que o herói Belerofonte, montado em Pégaso, conseguiu matá-la. Em linguagem popular, o termo quimera alude a qualquer composição fantástica, absurda.

Grifo
Criatura com cabeça e asas de águia e corpo de leão. Fazia seu ninho e punha ovos de ouro.
Sereia
Parte mulher e parte peixe. Filhas do rio Achelous e da muda Terpsicore, habitavam a ilha de Capri e a costa da Itália. Lindas e cantavam com tanta doçura que atraíam os tripulantes dos navios que passavam por ali para os navios colidirem com os rochedos e afundarem. Odisseu, conseguiu salvar-se porque colocou cera nos ouvidos dos marinheiros e amarrou-se ao mastro, para poder ouvi-las sem poder aproximar-se. Mulheres que ofenderam Afrodite e foram viver numa ilha isolada.

Fênix
Um pássaro que quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Outra característica da fénix é sua força que a faz transportar em voo cargas muito pesadas. Podendo se transformar em uma ave de fogo. Penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma água. Vivia exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97.200 anos. No final de cada ciclo de vida, a fénix queimava-se  e renascia das cinzas. Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto.

Hidra
Corpo de e nove cabeças de serpente (algumas versões falam em sete cabeças e outras em números muito maiores) cujo hálito era venenoso e que podiam se regenerar. Tão venenosa que matava os homens apenas com o seu hálito. Filho de Tifão e Esquidna, habitava um pântano. Foi derrotada por Hércules, seu segundo trabalho. Inicialmente tentou esmagar as cabeças, mas a cada cabeça que esmagava surgiam duas no lugar, decidiu queimar cicatrizando a ferida. Sobrou então apenas a cabeça do meio, considerada imortal, então ele cortou e enterrou com uma enorme pedra. Segundo a tradição, o monstro foi criado por Hera para matar Hercules, quando percebeu que a serpente ia ser morta, enviou um enorme caranguejo, mas Hércules pisou e o animal se converteu na constelação de caranguejo (cancer). Instruído por Atena (Minerva), Hercules (Héracles), após matar a Hidra, aproveitou para banhar suas flechas no sangue do monstro, para torná-las venenosas. Euristeu não considerou este trabalho válido (Héracles deveria cumprir dez trabalhos, e não doze). Hércules morreu, por causa do veneno da Hidra, após ferir mortalmente o centauro Nesso com flexas envenenadas do sangue, este deu seu sangue a Djanira, dizendo que era uma poção de amor, Dejanira acreditou, e usou o sangue de Nesso para banhar as roupas de Hércules, que sentiu dores de queimadura insuportáveis, preferindo o suicídio.

Unicórnio
Forma de cavalo com um único chifre em espiral. Sua imagem está associada à pureza e à força. Segundo as narrativas são seres dóceis; porém são as mulheres virgens que têm mais facilidade para tocá-los. Provavelmente surgiu na Pérsia e na China, na era pré-cristã. 

Dragão
Animais de grandes dimensões, normalmente de aspecto reptiliano, com asas, plumas, poderes mágicos ou hálito de fogo.

Cérbero (Cerberus)
Cão de múltiplas cabeças e cobras ao redor do pescoço que guardava a entrada do Hades, reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem. Filho de Tífon e Equidna, irmão de Otros e Hidra. Da sua união com Quimera, nasceram o Leão de Nemeia e Esfinge.

Equidna
Tronco de mulher e cauda de serpente. Era gigante, como um titã. Por isso era a única capaz de se unir com o horrendo Tifão. Segundo Hesiodo, era filha de Forcis e Ceto, portanto neta de Ponto e Gaia. Em outras versões seria descendente de Tártaro e Gaia ou ainda de Crisaor e Calirroe. Mãe de todos os monstros. Seus filhos com Tifão foram: Cérbero (cão de três cabeças, que guardava Hades), Ortros (cão de guarda de Gerião, de duas cabeças), Hidra, Quimera (morta por Belerofonte), Ládon (dragão de 100 cabeças), Scylla (monstro da lenda de Odisseu também é considerada em algumas versões sua filha com Tifão). Do seu filho Ortros, Equidna concebeu: Leão de Neméia, Fix, Esfinge de Tebas derrotada por Édipo. A descendência de Equidna ainda incluía: o dragão da Cólquida (que guardava o velocino de ouro), o dragão que guardava o jardim das Hespérides e Ethon (águia que comia o fígado de Prometeu). Além disso concebeu as trigemeas irmãs Gorgonas (Medusa, Euriale e Eurelo) e as trigemeas irmãs Harpias (Aelo, Ocipite e Celeno). Foi morta por Argos Panoptes (monstro de 100 olhos), que a surpreendeu adormecida.

Deuses Mitologicos

Adônis
O nascimento foi fruto de relações incestuosas entre Smirna (Mirra) e seu pai Téias, rei da Assíria, que enganado pela filha, com ela se deitou. Percebendo depois a trama, quis matá-la, e Mirra pediu ajuda aos deuses, que a transformaram então na árvore, da casca dessa árvore nasceu Adônis. Maravilhada com a beleza do menino, Afrodite tomou-o sob sua proteção e entregou-o a Perséfone (deusa dos infernos), para que o criasse. Mais tarde as duas deusas passaram a disputa-lo, e Zeus estipulou que Adonis passaria um terço do ano com cada uma delas, mas Adônis, que preferia Afrodite, permanecia com ela também o terço restante. Afrodite e Adônis se apaixonaram, mas a felicidade foi interrompida quando um javali furioso feriu de morte o rapaz.

Afrodite / Vênus
Deusa da beleza e da paixão sexual. Duas versões de seu nascimento: Cronos, mutilou o pai (Urano) e atirou ao mar seus órgãos genitais, Afrodite teria nascido da espuma; Filha de Zeus e Dione. Por ordem de Zeus, Afrodite casou-se com Hefesto, deus do fogo e o mais feio dos imortais. Foi-lhe muitas vezes infiel, sobretudo com Ares, divindade da guerra, com quem teve, entre outros filhos, Eros e Harmonia. Outros de seus filhos foram Hermafrodito, com Hermes, e Príapo, com Dioniso. Entre seus amantes mortais, destacaram-se o pastor troiano Anquises, com quem teve Enéias, e o jovem Adônis.

Apolo
Transmitia aos homens os segredos da vida e da morte, foi o deus mais venerado depois de Zeus. Sua irmã gêmea Ártemis (Diana) eram filhos de Zeus e Leto, da estirpe dos Titãs. Nasceram na ilha de Delos, onde Leto se refugiou, perseguida pelo ciúme de Hera, esposa de Zeus. Deus dos oráculos. Tinha poder sobre a morte, tanto para enviá-la como para afastá-la, Asclépio (Esculápio), o deus da medicina, era seu filho.

Ares / Marte
Deus da guerra, não era muito apreciado pelos gregos, que davam prioridade aos valores do espírito e à sabedoria. Filho de Zeus e de Hera. Sua figura representava o espírito violento e combativo, que só encontra prazer nas batalhas. Representado com couraça, capacete, lança e escudo. No combate, sua presença era anunciada com ferozes gritos de guerra que provocavam pânico. Lutava às vezes em companhia dos filhos que teve com Afrodite: Deimos (o Medo) e Fobos (o Terror), e outras vezes com sua irmã Éris (a Discórdia). Diomedes, ajudado por Atena, feriu Ares, que se refugiou no Olimpo. Ares manteve constantes aventuras amorosas com mulheres mortais, de que resultaram seus filhos Alcipe, Ascálafo e Flégias, entre outros. Seus amores com Afrodite foram descobertos pelo marido desta, Hefesto, que envolveu os amantes numa rede para levá-los ante o juízo dos deuses e assim demonstrar a traição.

Ártemis / Diana
Filha de Zeus e de Leto e irmã gêmea de Apolo. Tida como virgem e defensora da pureza. Apesar dessa imagem protetora, Ártemis exibia facetas cruéis: matou o caçador Órion; condenou à morte a ninfa Calisto por deixar-se seduzir por Zeus; transformou Acteão em cervo para ser despedaçado por sua própria matilha e, com Apolo, exterminou os filhos de Níobe e Anfião, para vingar uma suposta afronta.

Asclépio / Esculápio
deus da medicina, Hesíodo e Píndaro descrevem como Zeus o fulminou com um raio, por pretender igualar-se aos deuses e tornar os homens imortais. Com o tempo, passou a ser considerado um deus, filho de Apolo e da mortal Corônis. sua filha Higia (a saúde), como um homem barbudo, de olhar sereno, com o ombro direito descoberto e o braço esquerdo apoiado em um bastão, o caduceu, em volta do qual se enroscam duas serpentes, e que se transformou no símbolo da medicina.

Atena / Minerva Zeus, segundo a Mitologia Grega, para evitar o cumprimento de uma profecia, engoliu sua amante grávida, a Oceânide Métis. Depois ordenou a Hefesto que lhe abrisse a cabeça com um golpe de machado e dela nasceu Atena, já armada. apresentam sua imagem guerreira, com capacete, lança, escudo e couraça. Os romanos assimilaram-na à deusa Minerva (que, com Juno e Júpiter, compunha a tríade capitolina) e acentuaram ainda mais seu caráter espiritual, como símbolo da justiça, trabalho e inteligência.

Cronos / Saturno
filho de Urano (o céu) e de Gaia ou Gê (a terra). Incitado pela mãe e ajudado pelos irmãos, os Titãs, castrou o pai - o que separou o céu da terra - e tornou-se o primeiro rei dos deuses. Seu reinado, porém, era ameaçado por uma profecia segundo a qual um de seus filhos o destronaria. Para que não se cumprisse esse vaticínio, Cronos devorava todos os filhos que lhe dava sua mulher, Réia, até que esta conseguiu salvar Zeus. Este, quando cresceu, arrebatou o trono do pai, conseguiu que ele vomitasse os outros filhos, ainda vivos, e o expulsou do Olimpo, banindo-o para o Tártaro, lugar de tormento. Era representado como um ancião empunhando uma foice.

Deméter / Ceres
deusa da agricultura, era filha de Cronos e Réia e mãe de Perséfone, que a ajudava nos cuidados da terra, e de Pluto, deus da riqueza. Perséfone foi raptada por Hades, que a levou para os Infernos e a esposou.

Dionisio / Baco
deus do vinho. filho de Zeus e Sêmele, filha de Cadmo e Harmonia. Zeus o transformou num cabrito para salva-lo do do ódio de Hera.

Eros / Cupido
Deus grego do amor, filho de Afrodite e Zeus. com seu arco ele disparava flechas de amor nos corações dos deuses e dos humanos. Uma vez, ele foi ferido com o seu próprio arco. Sua mãe havia sentido ciúme de Psique, cuja beleza causava tumulto por onde ela passasse. A deusa ordenou que ele fizesse com que Psique se apaixonasse por alguma pessoa de nível muito baixo. Ele a encontrou enquanto ela dormia e, como acabou acordando-a ao tocá-la com uma de suas flechas, ficou tão maravilhado por sua beleza que, acidentalmente, aranhou a si mesmo com a flecha e se apaixonou por ela. Levou-a dali para bem longe, para um maravilhoso palácio e ia visitá-la todas as noites. Sem nenhuma ajuda visível, todos os desejos de Psique eram cumpridos. durante muito tempo, este lhe tinha proibido de olhá-lo, uma vez que ele queria que o amasse, como humano, e não como um deus. Mas a curiosidade se apoderou dela. Uma noite, enquanto ele dormia, Psique ascendeu uma lâmpada e segurou-a por cima dele para vê-lo. Mas uma gota de óleo quente caiu em seu peito que, sem pronunciar uma palavra, abriu suas asas e voou pela janela afora. O palácio e tudo o que ele continha desapareceu. Psique vagou dia e noite, sem comer, sem dormir. procurando seu esposo, enquanto ele estava preso no quarto da mãe por causa de sua ferida. Então Hermes foi enviado para apanhar Psique e levá-la ao Olimpo. Quando ela lá chegou, Zeus deu-lhe um copo de néctar para beber, tornando-a assim imortal e unindo-a para sempre com o seu marido.

Hades / Plutão
filho de Cronos e de Réia, irmão de Zeus e de Poseidon. Destronado Cronos, coube a Hades o mundo subterrâneo, na partilha que os três irmãos fizeram entre si. sua esposa Perséfone. Era descrito como austero e impiedoso, insensível a preces ou sacrifícios, intimidativo e distante. Seu nome significa, em grego, "o invisível", e era geralmente representado com o capacete que lhe dava essa faculdade.

 Hefesto / Vulcano
deus do fogo. Filho de Hera e de Zeus, teria nascido feio e coxo. Foi recolhido pela titânia Tétis, que o educou na ilha de Lemnos. De volta ao Olimpo, esposou, por ordem de Zeus, Afrodite, a mais bela das deusas. fabricou os raios de Zeus, o tridente de Poseidon, a couraça de Héracles, as flechas de Apolo e as armas de Aquiles. Confeccionou também uma rede invisível em que aprisionou os amantes Afrodite e Ares. representado como um homem de meia-idade, barbado, vestido com uma túnica sem mangas e com um gorro sobre o cabelo desgrenhado.

Hélio
o famoso Colosso de Rodes, escultura em bronze, era uma estátua de Hélio, representado como um belo jovem coroado de raios resplandecentes. Filho de Hipérion, era neto de Urano e de Gaia (o Céu e a Terra), irmão de Eos, a Aurora, e de Selene, a Lua. Faetonte, filho de Hélio e de Clímene, morreu ao tentar conduzir o carro do Sol. Narra a mitologia que a ninfa Clítia, apaixonada por Hélio e por ele desprezada, foi transformada por Apolo em Girassol.

Hera / Juno
filha de Cronos e Réia, irmã e esposa de Zeus. seus filhos Hebe, a juventude florida; Ares, deus da guerra; e Hefesto, deus ferreiro. O ciúme despertado pelas constantes infidelidades de Zeus levou-a a perseguir as amantes do marido e os filhos oriundos dessas uniões de Zeus. protegeu os aqueus na guerra de Tróia. Seus atributos são o cetro e o diadema, o véu (associado à mulher casada) e o pavão (símbolo da primavera).

Hermes / Mercurio
defensor da humanidade perante os deuses do Olimpo. filho de Zeus e da ninfa Maia. Considerado protetor dos rebanhos, era freqüentemente associado a divindades da vegetação, como Pã e as ninfas. Entre suas várias atribuições incluíam-se as de mensageiro dos deuses; protetor das estradas e viajantes; condutor das almas ao Hades; deus da fortuna, da eloqüência e do comércio; patrono dos ladrões e inventor da lira. Era também o deus dos sonhos, a quem os gregos ofereciam a última libação antes de dormir. Nas representações mais antigas, aparece como um homem adulto, com barba, vestido com uma túnica longa, ou com a imagem de um pastor, com um carneiro sobre os ombros.

Ninfas
emprestaram suas características a seres mitológicos de culturas posteriores, como elfos, fadas e gnomos. divindades femininas secundárias. As oceânides e as nereidas eram ninfas marinhas; as náiades, crenéias, pegéias e limneidas moravam em fontes, rios ou lagos; as hamadríades (ou dríades) eram protetoras das árvores; as napéias, dos vales e selvas; e as oréades, das montanhas. Embora não fossem imortais, as ninfas tinham vida muito longa e não envelheciam. As nereidas, por exemplo, eram filhas do deus marinho Nereu e entre elas destacava-se Tétis, mãe do herói Aquiles. Belas, graciosas e sempre jovens, as ninfas foram amadas por muitos deuses, como Zeus, Apolo, Dioniso e Hermes. Quando uma ninfa se apaixonava por um mortal, podia tanto raptá-lo, como aconteceu com Hilas; fundir-se com ele, como Salmácis com Hermafrodito; ou se autodestruir, como fez Eco por amor a Narciso.

Pã / Fauno
significa "tudo". deus dos caçadores. representado por uma figura humana com orelhas, chifres, cauda e pernas de bode, trazia sempre uma flauta, a "flauta de Pã", que ele mesmo fizera, aproveitando o caniço em que se havia transformado a ninfa Siringe. Sobre seu nascimento há várias versões: dão-no como filho de Zeus ou de Hermes, também como filho do Ar e de uma nereida, ou filho da Terra e do Céu. Teve muitos amores, os mais conhecidos com as ninfas Pítis e Eco, que, por abandoná-lo, foram transformadas, respectivamente, em pinheiro e em uma voz condenada a repetir as últimas palavras que ouvia. O piloto Tamo velejava pelo mar Egeu quando, certa tarde, o vento cessou e sobreveio longa calmaria. Uma voz misteriosa chamou por ele três vezes. Aconselhado pelos passageiros, Tamo indagou à voz o que queria, ao que esta lhe ordenou que navegasse até determinado local, onde deveria gritar: "O grande Pã morreu!" Tripulantes e passageiros persuadiram-no a cumprir a ordem, mas quando Tamo proclamou a morte de Pã ouviram-se gemidos lancinantes de todos os lados. A notícia se espalhou e Tiberius reuniu sábios para que decifrassem o enigma, que não foi explicado. A narrativa de Plutarco tem sido interpretada como o anúncio do fim do mundo romano e do advento da era cristã.

Posêidon / Netuno
provocou tempestade para evitar que Ulisses (Odisseu), que o ofendera, retornasse à pátria, são um exemplo característico do temperamento irado desse deus. deus dos mares, filho de Cronos e Réia. seus irmãos Zeus e Hades. Quando os três irmãos depuseram o pai e partilharam entre si o mundo, coube a Posêidon o reino das águas. Seu palácio situava-se no fundo do Mar Egeu e sua arma era o tridente, com que provocava maremotos, tremores de terra. Pai de Pégaso, o cavalo alado gerado por Medusa. O temperamento impetuoso de Posêidon, cuja esposa era Anfitrite, conduziu-o a numerosos amores. Como pai de Pélias e Nereu, gerados pela princesa Tiro. Seus outros filhos eram, na maioria, seres gigantescos e de natureza selvagem, como Órion, Anteu e o Ciclope Polifemo. representaram-no como um homem forte, de barbas brancas, com um tridente na mão e acompanhado de golfinhos.

Prometeu
Filho de Jápeto e Clímene - ou da nereida Ásia ou ainda de Têrmis, irmã de Cronos, segundo outras versões - Prometeu pertencia à estirpe dos Titãs, descendentes de Urano e Gaia e inimigos dos deuses olímpicos. Fez do limo da terra um homem e roubou uma fagulha do fogo divino a fim de dar-lhe vida. Para castigá-lo, Zeus enviou-lhe a bonita Pandora, portadora de uma caixa que, ao ser aberta, espalharia todos os males sobre a Terra. Como Prometeu resistiu aos encantos da mensageira, Zeus o acorrentou a um penhasco, onde uma águia devorava diariamente seu fígado, que se reconstituía. Lendas posteriores narram como Hércules matou a águia e libertou Prometeu "o que é previdente". Simbolizaria o homem que, para beneficiar a humanidade, enfrenta o suplício inexorável; a grande luta das conquistas civilizadoras e da propagação de seus benefícios à custa de sacrifício e sofrimento.

Réia / Cibele irmão e esposo Cronos. "Grande Mãe". uma das titânidas, filha de Urano e Gaia - o casal primordial, céu e terra - casou-se com Cronos, seu irmão. Dessa união nasceram seis filhos: Héstia, Deméter, Hera, Hades, Posêidon e Zeus. Avisado por uma profecia de que um de seus filhos lhe tomaria o trono, Cronos devorava cada um deles logo que nascia. Quando da gestação de Zeus, Réia foi para Creta e, numa caverna do monte Dicte, deu à luz o caçula, Envolveu então uma pedra em panos, como se fosse a criança, e deu-a ao esposo, que a engoliu sem perceber a troca. Mais tarde, Zeus destronou Cronos e o obrigou a vomitar todos os irmãos.

Titãs
Segundo Hesíodo, os titãs eram os 12 filhos dos primitivos senhores do universo, Gaia (a Terra) e Urano (o Céu). Seis eram do sexo masculino - Oceano, Ceo (pai de Leto), Crio, Hipérion, Jápeto (pai de Prometeu) e Cronos - e seis do feminino - Téia, Réia (mãe dos deuses), Têmis (a justiça), Mnemósine (a memória), Febe (a Lua) e Tétis (deusa do mar). Tinham por irmãos os três hecatonquiros, monstros de cem mãos que presidiam os terremotos, e os três Ciclopes, que forjavam os relâmpagos. Urano iniciou um conflito com os titãs ao encarcerar os hecatonquiros e os ciclopes no Tártaro. Gaia e os filhos revoltaram-se, e Cronos cortou com uma foice os órgãos genitais do pai, atirando-os ao mar, da espuma que se formou no mar, nasceu Afrodite. O sangue de Urano, ao cair na terra, gerou os gigantes. Com a destituição de Urano, os titãs libertaram os outros irmãos e aclamaram rei a Cronos, que desposou Réia e voltou a prender os hecatonquiros e os ciclopes no Tártaro. Salvo Jápeto e de Crio, que tomaram consortes fora da própria linhagem, os titãs uniram-se entre si e deram origem a divindades menores. Cronos e Réia que produziram descendência mais numerosa: Héstia, Deméter, Hera, Hades, Posêidon e Zeus, a primeira geração de deuses olímpicos. Avisado de que os filhos o destituiriam, Cronos engoliu todos eles exceto Zeus, salvo pela mãe. Ao tornar-se adulto, Zeus fez Cronos beber uma poção que o forçou a vomitar os filhos, e uniu-se aos irmãos, os deuses olímpicos na luta contra os titãs nas planícies da Tessália, pela posse do Monte Olimpo. Esse conflito culminou com a derrota de Cronos e dos titãs, confinados por Zeus no Tártaro. Depois, os três filhos de Cronos dividiram a herança em três partes: Zeus ficou com o amplo céu e o ar superior, Posêidon com o mar e Hades com o mundo subterrâneo.

Urano
deus do firmamento. foi gerado por Gaia (a Terra), nascida do Caos original e mãe também das Montanhas e do Mar. Da posterior união de Gaia com Urano, nasceram os Titãs, os Ciclopes e os Hecatonquiros. Por odiar os filhos, Urano encerrava-os no corpo de Gaia, que lhes pediu que a vingassem. Só Cronos, um dos Titãs, lhe atendeu. Com uma harpe (cimitarra), castrou Urano quando este se uniu a Gaia. Das gotas de sangue que caíram sobre ela nasceram as Erínias, os Gigantes e as Melíades (ninfas dos freixos). Os testículos decepados flutuaram no mar e formaram uma espuma branca, de que nasceu Afrodite, a deusa do amor. Com seu ato, Cronos separara o céu da Terra e permitira que o mundo adquirisse uma forma ordenada.

Zeus / Jupter divindade suprema do Olimpo, pai dos deuses e dos homens. filho de Réia e Cronos, o qual engolia os filhos para evitar que se cumprisse a profecia de que um deles o destronaria. Após o nascimento de Zeus, Réia ocultou a criança numa caverna, em Creta, e deu uma pedra envolta em faixas para o marido engolir. Quando chegou à idade adulta, Zeus obrigou o pai a vomitar todos os seus irmãos, ainda vivos. A esposa de Zeus foi sua irmã Hera, mas ele teve numerosos amores com deusas e mulheres mortais. Entre as imortais, Métis, que Zeus engoliu quando grávida para depois extrair Atena da própria cabeça; Leto, que gerou Apolo e Ártemis; Sêmele, mãe de Dioniso; e sua irmã Deméter, que deu à luz Perséfone. Com Hera concebeu Hefesto, Hebe e Ares. assumia formas, cisne, touro ou de nuvem ou chuva, em suas uniões com mortais, que deram origem a uma estirpe de heróis, como os Dióscuros (Castor e Pólux), Héracles (Hércules) e outros que ocupam lugar central nos ciclos lendários. Era representado como homem forte e barbado, de aspecto majestoso.